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Pesquisa transforma olho em mouse

         O trabalho de limpar a bolinha do mouse foi eliminado com a chegada do mouse ótico. Depois, os notebooks deram mais um golpe na eliminação da peça com os touchpads. Pesquisadores da Universidade de Stanford, porém, chegaram ao limite: um rastreador ocular que é usado para clicar, arrastar e selecionar objetos e caracteres no computador, sem a necessidade de utilizar o mouse.

         A tecnologia usa o software EyePoint, junto com um hardware específico, e inicialmente foi desenvolvida para ajudar pessoas deficientes a usar o computador. “A tecnologia de rastreamento ocular foi desenvolvida para usuários com deficiências, mas estamos chegando a um ponto em que pessoas sem deficiências também desfrutarão do projeto”, disse o pesquisador Manu Kumar.

         Com o aparelho ocular – uma mini-camêra que capta os movimentos do olho - é possível clicar em links, arrastar e selecionar textos e objetos na tela do computador apenas olhando fixamente para o tela e depois apertando uma letra do teclado. Os pesquisadores acreditam que com o envolvimento do teclado os usuários irão achar o processo mais natural do que, por exemplo, se tivessem que piscar para dar “enter” em algum programa.

         Apesar da facilidade, as desvantagens da tecnologia ainda são muitas. Como as pessoas não têm costume de olhar fixamente para a tela, e podem facilmente se distrair quando estão no computador, o rastreamento ocular é bastante instável. Por isso, os pesquisadores adicionaram ao programa uma ferramenta para que movimentos suaves não sejam reconhecidos.

         Ainda assim, a taxa de erro no uso do programa é de 20%. Animados com a tecnologia, 90% dos participantes da pesquisa afirmaram preferir o rastreamento ocular ao mouse. Outro revés do EyePoint é o custo: para o modelo da pesquisa foram gastos mais de US$25 mil.

  Fonte: Technology Review

   
                                 Projeto da relação de usuário em Stanford - O objetivo do projeto é usar a informação sobre onde uma pessoa está olhando a fim desenvolver as aplicações que fazem interagindo com os computadores mais fácil. Crédito: Manu Kumar, o programa da guia na universidade de Stanford
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